Enquanto trata de ampliar o que chama de agenda positiva, na ilusão de que a insatisfação dos brasileiros com a classe política já passou, o Congresso Nacional continua aprontando das suas.
Nesta quarta-feira, uma comissão especial criada na Câmara para tratar de soluções para o financiamento da saúde pública apareceu com uma proposta polêmica. O deputado Rogerio Carvalho, do PT de Sergipe, relator da comissão, propôs a recriação da famigerada CPMF, agora sob o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS), com alíquota de 2% sobre movimentação financeira bancária a partir de 2018.
MAIS MUNICÍPIOSNo Senado, por 53 votos a 5, o plenário aprovou nesta quarta-feira proposta que define novas regras para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. O texto, que já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, abre caminho para a criação de mais 180 municípios. Como se os mais de 5.700 atuais não vivessem dificuldades tremendas, alguns à beira da falência.
E MARCO FELICIANO VOLTOUE para completar, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, aquela presidida pelo polêmico Marco Feliciano, aprovou projeto de lei que livra as igrejas e seus responsáveis de serem acusados de discriminação ou homofobia. O projeto estabelece que as igrejas ficam autorizadas a vetar a presença de pessoas que violem seus valores, doutrinas, crenças e liturgias. Na prática, o projeto quer evitar que as igrejas que impedirem a participação de homossexuais sejam alvo de processos legais.
É, o Congresso parece que já esqueceu o susto que levou em junho com o barulho das manifestações pacíficas e cheias de recados aos políticos.
Enquanto isso, nada de reforma política que preste ou até mesmo a aprovação do voto aberto.
E Natan Donadon continua deputado, embora habite uma cela do presídio da Papuda, ali bem pertinho do Congresso Nacional.
Nenhum comentário:
Postar um comentário