Depois dos atos de vandalismo do Movimento Passe Livre (MPL), os vereadores Amanda Gurgel (PSTU), Marcos do PSOL e Sandro Pimentel (PSOL) mudaram o discurso e agora tentam desvincular as respectivas imagens dos seus mandatos à do grupo.
Quem acompanhou os 10 dias de ocupação do hall da Câmara, por parte dos manifestantes, observou que os três parlamentares, desde o início, apoiaram o grupo. Chegaram a realizar uma audiência pública no local do acampamento, com a participação dos manifestantes.
O gabinete de Sandro Pimentel inclusive foi utilizado por parte dos ativistas. Era comum, nos corredores da Casa, manifestantes entrando e saindo do gabinete do vereador para tomar banho. A cena foi flagrada por diversos funcionários do legislativo municipal.
No entanto, a depredação do patrimônio público e os atos de violência dos manifestantes na Cientec, só fizeram piorar a reação negativa da sociedade, em relação ao rumo que os movimentos sociais tem tomado. Isso fez os parlamentares recuarem no apoio e negarem envolvimento com o MPL.
Um assessor de Sandro Pimentel declarou em uma rede social que o manifesto é apolítico. Disse que os vereadores não apoiaram os atos. Tratou a proximidade dos parlamentares com o MPL como uma simples facilidade maior de diálogo.
Amanda divulgou nota dizendo que ela e o PSTU são contra os atos do movimento, foram contra a ocupação, a depredação do patrimônio público e a violência praticada pelos manifestantes na Cientec.
O posicionamento dos vereadores da dita bancada de esquerda mudou radicalmente, do início para o fim dos atos do MPL. Mas, o que aconteceu de fato foi o apoio inicial e o abandono do movimento por parte dos parlamentares, após a repercussão negativa que seus atos causaram na opinião pública.
Acredito que a atitude tem sido tarde, a imagens do Vereadores estão encravadas dentro do movimento do “Passe Livre”.
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