sexta-feira, 22 de novembro de 2013

PR rompe e completa isolamento político de Rosalba


O PR realiza encontro nesse momento no Versailes Recepções, pelo tom dos discursos e postura do Presidente e Deputado Federal João Maia, está claro que o partido vai romper mesmo com o Governo Rosa.
Com a decisão do PR de deixar a base de sustentação política do governo estadual completou-se o isolamento da governadora Rosalba Ciarlini. Depois de perder o apoio do PMDB e do grupo do deputado Ricardo Motta, que assumiu o controle do PROS, Rosalba perde o PR  e agora já não tem sequer o apoio integral do seu partido, o DEM.
Encontro PR 2
A decisão do PR já era esperada há algum tempo mas Rosalba (leia-se Carlos Augusto Rosado, seu marido, chefe do Gabinete Civil e mentor político do grupo) convidou a ex-prefeita Shirley Targino, de Messias Targino, para ser titular da pasta da Assistência Social. Embora tenha sido uma escolha pessoal de Rosalba, Shirley ajudou a manter o PR no governo mas não conseguiu evitar a decisão do rompimento.
O enfraquecimento político da governadora, o rompimento do PMDB e o desejo do PR de se coligar com o partido do deputado Henrique Alves contribuíram para a decisão do deputado João Maia. Há tempos, João Maia e Henrique firmaram um acordo para caminharem juntos nas eleições do ano que vem.
Sem o PMDB, PR e PROS, Rosalba e seu grupo terão sérias dificuldades para participar das eleições do ano que vem.
Carlos Augusto Rosado anunciou que Rosalba Ciarlini será, sim, candidata à reeleição. Vai às ruas e à televisão para defender o seu nome do linchamento em que uma campanha sem sua participação se transformaria.
No entanto, para ser candidata, Rosalba, que tentou desembarcar do DEM meses atrás, precisa do senador José Agripino, presidente do partido, para ser candidata. Embora seja candidata natural, Rosalba precisa ter o nome aprovado em convenção pelo DEM para disputar a reeleição.
Como José Agripino, com quem Rosalba já não fala há algum tempo, pretende priorizar a renovação do mandato do filho, o deputado Felipe Maia e sua base na assembleia legislativa, a candidatura da governadora ainda não é uma certeza.
Para ser candidata, Rosalba e Carlos Augusto precisarão convencer José Agripino. E se conseguir essa façanha, vão ter que montar uma aliança partidária. E os partidos à disposição são poucos. Restaram o PP, que Betinho Rosado tomou de Ricardo Motta, o PTB controlado por Benito Gama e presidido no estado pelo secretário Aldair da Rocha e o PSC, também controlado por Betinho e que tem hoje o ex-vereador Adenubio Melo na Presidência.
Com está aliança, Rosalba garante tempo de televisão, mas não garante voto. Vai ter de se defender praticamente sozinha.

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